DIÁRIO DE ESCRITA #01 – Desabafo e progresso

b597e892ca7ff1f92e48e9c1ac495109

OLÁ, OLÁ!

Escrever sobre isso me dá um nó na garganta. Mas acredito que seja uma forma de me motivar e colocar os pingos nos ‘is’. Escrever tem sido minha paixão desde que aprendi a escrever de fato, lá na primeira ou segunda série. De certa forma, eu sempre soube que era isso que eu queria fazer quando crescesse. Acontece que, de uma forma maluca e meio besta, ser apaixonada por isso me trouxe mais dor de cabeça do que prazer. Logo, algo de errado não está certo.

Os livros sempre foram meus melhores amigos. Livros não machucam, não riem de você, são fiéis companheiros e de quebra ainda te marcam com conhecimento e uma nostalgia que te acompanha pra sempre. Sabe essa coisa de estar em um ambiente em que você não conhece ninguém e todos interagem entre si, mas ok, você tem seu celular, suas redes sociais, seus jogos, sua arma secreta pra não ficar fora do eixo? Pois bem, eu sempre estive fora do eixo em todas as situações e os livros sempre foram a minha arma. Sacou?

E eu como uma amante das histórias comecei a criar as minhas.

Se for pra contar nos dedos quantas vezes eu comecei e parei, quantas vezes eu chorei, quantas vezes eu me senti fracassada, ou péssima, ou uma mentira; achando que eu estava tentando me convencer que era realmente capaz de fazer algo para o qual não tenho talento, eu ia precisar de umas dez mãos a mais.

Existe uma pessoa que me apoiava muito quando eu era adolescente, Dona Sueli, a bibliotecária da minha escola, ela amava tudo o que eu escrevia, me ajudava a melhorar, ria do meu entusiasmo de aparecer todo dia na mesa dela com uma ideia nova, compartilhava suas experiências literárias e de vida comigo. Confesso que, conforme o tempo foi passando e nos afastamos, essa paixão enlouquecida que eu tinha pelos livros foi ficando de lado com as obrigações da vida adulta: trabalho, uma faculdade que eu detestava, contas, responsabilidades e etc.

No fundo, eu tinha uma esperança concreta de que eu precisaria “ser alguém na vida” para daí me dedicar exclusivamente à escrita e aprender tudo o que eu precisava sobre o meu mundo favorito. E sem uma pessoa que realmente via em mim coisas que eu não conseguia ver, foi ficando difícil. Eu sofria por ter a certeza de que eu teria que me tornar alguém que não gosto pra enfim ter condições de correr atrás do meu sonho.

Nessas idas e vindas, abandonei todas as coisas que me deixavam infeliz e voilà! Começava a escrever loucamente, a estudar loucamente, a dormir e acordar respirando livros e escrever ainda mais. Advinha? Eu comecei a ficar deprimida por que não achava que o que eu fazia era bom. Pior, eu achava que eu era a pior pessoa para essa tarefa.

Eu cheguei a escrever mais de trezentas paginas em um mês e o entusiasmo que começou como um tsunami, morria na praia assim que eu acordasse no dia seguinte. Quantas vezes eu escrevi e apaguei histórias? Centenas. Quantas vezes eu olhei no espelho e disse “escolhe outro sonho”. Centenas. E eu sinceramente, me cansei disso, por muito tempo.

Recentemente, eu conquistei várias coisas que nunca imaginei serem possíveis pra mim: moro numa casa legal, alugada, porém, que eu consigo pagar sozinha, tenho um trabalho que sempre sonhei (NUMA LIVRARIA – UHUL), conheci uma pessoa maravilhosa (meu namorado <3), perdi o medo de confiar nas pessoas e tenho amigos incríveis, e aos poucos, não sem alguma dificuldade, estou recuperando a confiança em mim mesma.

Qual é o plano? Não ter vergonha do que eu produzo. Não ter medo de errar. Ficar orgulhosa do meu progresso. E ter calma e confiança para desenvolver os meus projetos que são muitos.

Eu tenho alguns projetos abandonados, outros recém nascidos, e muitos outros que estão perdidos em outlines feitos de última hora. Mas como um exercício pra mim mesma, pra quem passa pela mesma situação que eu, ou quem um dia ainda vai passar, vou compartilhar o meu processo de criação e organização do livro, o meu material de estudo, as coisas e a força que eu vou descobrindo pelo caminho.

E sim, escrever foi a melhor forma de botar pra fora o que estava apertando meu coração.

E que comecem os jogos!

2 comentários em “DIÁRIO DE ESCRITA #01 – Desabafo e progresso

Adicione o seu

  1. Eu nunca disse isso pessoalmente mas preciso compartilhar e deixar registrado a minha admiração pelo seu dom, pela naturalidade que você transmite em tudo o que escreve. Espero um dia poder ser talentoso como você!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Site hospedado por WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: