Quem era ela – J. P. Delaney

Esse livro foi definitivamente meu remédio contra a “ressaca-literária” que vinha me atormentando desde o começo desse ano. Não sei o que de fato aconteceu, mas fiquei quase seis meses sem ler nada, o que foi bom de certo modo, vendo que agora eu quero ler tudo que aparece na minha frente.  Esse livro chegou na livraria que eu trabalho a uns meses atrás e foi uma grata surpresa, foi lido em vinte e quatro horas e eu estava em estado de choque com a história. O livro é escrito em capítulos curtos, linguagem fluida e uma enxurrada de acontecimentos loucos, acho que foi um dos motivos principais de eu ter lido tão rápido.

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Aqui somos apresentados ao nº1 da Folgate Street, uma casa minimalista, um projeto arquitetônico um tanto excêntrico, uma casa para ser apreciada, cheia de aparatos tecnológicos para se moldar a vida do morador (ou molda-la, você escolhe depois de ler, ok?). Não é tão simples aluga-lo visto que o dono e arquiteto da mesma deixou uma lista de exigências muito loucas e um contrato meio assustador, no qual é preciso responder questões sobre o que é moral, certo ou errado, ou aceitável para o novo e sortudo inquilino, estão proibidos: tapetes ou carpetes; plantas; proibido fumar; nada de quadros na parede e livros.

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Livros? Sim. Ornamentos, almofadas e outras tantas coisas, móveis e qualquer coisas que mude o interior do apartamento, todo branco e opaco. Estranho, porém intrigante. Vamos descobrir as excentricidades do dono do imóvel por duas personagens distintas, Emma e Jane, uma no passado e a outra no presente. Tão parecidas e ao mesmo tempo com diferenças tão gritantes. É incrível ver como a ordem cronológica dos acontecimentos se repete e se intercala mesmo em condições absurdas. O livro fica ainda mais curioso quando você descobre que TUDO que você sabia não significa nada.

Temos uma morte, um apartamento misterioso que é tão indecifrável quanto uma pessoa, um arquiteto um tanto desequilibrado, duas mulheres perdidas tentando entender como foram parar ali. O melhor livro é o ritmo, você só percebe que o carro está sem freio na descida. Eu adorei, primeiro thriller de Delaney, espero que venham outros! Divirtam-se!

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